September 20th, 2006

A Apple é imbatível em mídia digital?

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Na semana passada Mr Steve Jobs apresentou a atualização da linha iPod (recauchutagem, nada inovador) e nova versão do iTunes, o sofware que vem com uma loja incorporada e que agora além de vender música, vídeo clips e seriados de TV vende também filmes, começando com 75 títulos dos estúdios da Disney. Alguns dados sobre o império de mídia digtal da Apple:


- Em pouco mais de uma semana já foram vendidos mais de 125.000 filmes

- 75% de market share de tocadores de MP3

- 90% das músicas vendidas legalmente nos EUA

- Quinto maior varejista de música dos EUA


- Líder de mercado em venda on-line de música em todos os mercados em que atua

A liderança e hegemonia da Apple neste mercado tem várias explicações, as principais são a criação de uma solução integrada de player + jukebox + loja e a usabilidade do iPod que até hoje é imbatível.

Porém o ponto de analise mais interessante que gostaria de compartilhar com vocês é a barreira de entrada que a Apple criou para outras empresas entrarem nesta festa:


- Se você comprar músicas em outras lojas como as novatas brasileiras UOL MegaStore e Terra Sonora não conseguirá ouvi-las (sem fazer grande esforço) no seu querido iPod

- Se você comprar um outro player que não o iPod não poderá comprar músicas, filmes e games na loja que proporciona a melhor experiência do mercado, a iTunes Store


Esta simbiose entre player e loja dificulta muito o avanço da concorrência no território conquistado pela Apple. Nos últimos dias ouvi diversos relatos de consumidores furiosos ao descobrir que as músicas que eles compraram não funcionam no seu iPod. Não acredito que esta situação irá mudar no médio prazo, talvez o Zune da Microsoft possa virar o jogo porém não será nada fácil.

Postado 04:19 PM

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September 7th, 2006

US$2 milhões em vendas de meias pretas pela Internet

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O mais recente caso de sucesso em e-commerce que tive contato não chama a atenção pelo faturamento, afinal alguns dias atrás em postei que a Americanas.com vai faturar R$1 bilhão este ano e o site Blacksocks.com espera vender “apenas” US$2 milhões.

O que chama a atenção nesta loja é seu modelo de negócio, altamente inovador e uma tendência que acredito que irá emplacar, baseado no modelo de assinatura. Funciona assim: o site é focado na venda de meias pretas (agora tem também camisetas brancas), você entra lá escolhe o modelo, tamanho e freqüência que gostaria de receber seus pares de meias. A partir daí as meias são enviadas automaticamente para você e seu cartão é debitado.

O modelo é genial por dois motivos: Analisando a perspectiva do consumidor a loja presta um serviço que traz uma grande conveniência pois normalmente as pessoas não gostam de sair para comprar meias, compram por impulso junto com outras mercadorias ou descobrem quando precisam que a sua está furada. Sobre a perspectiva do negócio este modelo gera o que todo empreendedor busca e poucos encontram: vendas que geram receita recorrente.

Nesta última semana, conversando com um executivo de uma multinacional, ele comentou da necessidade das operações de varejo desenvolverem soluções e serviços que gerem conveniência por exemplo, afim de aumentar suas receitas. Este quadro é forte principalmente em mercados aonde o e-commerce está maduro como o americano. Blacksocks.com é um exemplo vivo de como serviço e conveniência é igual a $$$

Postado 01:15 PM

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September 3rd, 2006

O modelo Google baseado em performance chega ao telefone

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A Google, empresa que colocou os holofotes no modelo de pagamento de propaganda por performance faturando US$6 bilhões em 2005 com links patrocinados, está desenhando o próximo passo: pagamento de leads que ligarem para sua empresa.

Duas iniciativas neste sentido foram anunciadas: A Click-to-Call (imagem acima) funciona como os links patrocinados, você faz uma busca e ao clicar no link aparece uma caixa para você colocar seu telefone, ao clicar ligar a Google conecta você a empresa que pagou pelo anúncio, maravilhoso, não?

Na última semana eles também anunciaram uma parceria com a eBay para que seus clientes interessados em produtos possam ligar para os vendedores que irão atender no Skype (da eBay) ou no Google Talk, pagando centavos com contato efetuado.

A conexão do lead que vem da Internet com o telefone de quem vende abre enormes possibilidades pois o “vendedor humano” com certeza contribui com o índice de fechamento de negócios

Postado 03:20 PM

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August 22nd, 2006

Americanas.com deve faturar R$1 bilhão em 2006

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Nós últimos dias tenho lido diversas notícias positivas sobre o comércio eletrônico brasileiro. Os dados de vendas estão crescendo em progressão geométrica. A última foi no Valor Econômico sobre a Americanas.com que estima vender mais de R$1 bilhão este ano se consolidando como maior player do varejo virtual. Além do crescimento do faturamento (foi de 96% no primeiro semestre) a empresa comemora as virtudes do canal como o baixo custo para ampliar o mix de produtos e margem que é 30% maior que das lojas físicas.

Postado 01:50 PM

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August 2nd, 2006

6 tendências que estão mudando o mundo segundo a Wired

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Direto da Wired de Julho: 6 tendências que estão mudando o mundo em que vivemos. Segue um resumo das quatro que estão diretamente relacionadas ao mundo digital. Vale a pena prestar atenção em cada uma delas

O poder está com as pessoas: A nova geração de modelos de negócio no mundo digital é totalmente baseada na produção de conteúdo realizada pelos usuários. O hype agora não é gerar informação e sim criar plataformas para que os consumidores façam isso. Como exemplo podemos citar o YouTube, Digg, Orkut e Flickr .

Chegou a hora do conteúdo em vídeo: Seja no celular, computador, TV interativa ou na tela que você escolher chegou a hora do consumo em massa de vídeo sob demanda. Alguns dados mostram o tamanho deste mercado: Em 2005 25 milhões de pessoas assistiram a 4 bilhões de vídeos clipes no Yahoo Music. Milhões compram seriados no iTunes da Apple ou assistem on-line no site ABC. O 2 principais combustíveis para o tão esperado vídeo sobre demanda são a disponibilidade de acesso a Internet rápida (banda larga de verdade, não aquela de anos atrás) e a convergência entre TV-Computador. O foco das empresas é transformar toda esta audiência em receitas e para isso diversos modelos estão sendo testados, do pagamento de assinaturas a onipresente publicidade baseada em click.

Personalização de produtos: O mundo digital permite personalizar produtos e experiências a um custo muito baixo o que viabilizou a antigo desejo dos marketeiros de chegar a segmentação total: criar um produto único, só para você. A varejista Amazon.com é uma das pioneiras em utilizar informações como histórico de compras e navegação no site para oferecer produtos que sejam relevantes para você. A locadora virtual Netflix sugere novos filmes com base no seu histórico de locação. A matéria da Wired aponta que agora chegou a vez dos remédios customizados. Laboratórios como o GlaxoSmithKline pretendem utilizar a engenharia genética para criar drogas que tenham maior eficácia e menor índice de rejeição

Fim dos sistemas proprietários: Houve um tempo em que a adoção de padrões proprietários era a principal estratégia das empresas de tecnologia para gerar barreiras para seus concorrentes. A Internet e o conceito de aplicações que funcionam dentro do navegador quebrou este paradigma. Para acessar o sistema de CRM da Salesfore.com você pode utilizar Windows, Linux, MacOS ou qualquer sistema que tenha acesso a Internet. Esta mudança criou um novo modelo de vender software baseado em pagamento pelo uso (modelo conhecido por ASP). O fim dos padrões proprietários permitiram também que fosse criada uma aplicação que mistura em tempo real dados do google maps com o sistema de pontos de vendas da sua empresa

Para acessar a matéria completa clique aqui

Postado 03:51 PM

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July 12th, 2006

Computador é inútil sem Internet

Matéria da Veja de 12 de julho mostra o crescimento dos computadores “de marca” sobre o mercado cinza (leia-se na maior parte contrabando). Até o natal computadores de marcas como HP, Lenovo e Positivo devem representar a maioria das unidades vendidas no mercado brasileiro.

O dado mais interessante, no entanto é o resultado de uma pesquisa da empresa ITData que perguntou para os consumidores: Por que comprar um computador pessoal? A resposta para a maioria das pessoas: para se conectar à Internet

É incrível como a utilidade de um computador off-line é baixíssima, quase nula. O que interessa é o acesso a rede seja pelo equipamento mais conveniente em um determinado momento, pode ser o celular, TV ou a parede da sua casa.

A pesquisa traz também um dado que me surpreendeu: 68,2% dos usuários acessam a Internet por banda larga em suas casas no Brasil

Postado 07:32 PM

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July 5th, 2006

Internet amadora = perda de dinheiro

Parece que algumas empresas ainda acreditam na Internet simplezinha, facinha, baratinha e feita de forma caseira. É melhor elas começarem a fazer a conta de quanto dinheiro estão perdendo com esta atitude.

Meu depoimento neste post é como consumidor e não como profissional do meio. Constantemente me deparo com sites que simplesmente não cumprem seu papel apesar das empresas gastarem um caminhão de dinheiro da divulgação dos mesmos.

Na última semana acompanhei em uma lista de discussão relatos do verdadeiro martírio que era tentar comprar ingressos para o show do Cirque Du Soiel pela Internet. Dias depois uma matéria da Veja São Paulo testou os principais serviços de venda de ingressos pela Internet e por Telefone e sua recomendação é que os consumidores desistam da Internet e comprem por telefone. Segundo a revista: “comprar direto com os atendentes é mais rápido, além de livrar os usuários do preenchimento de cadastros chatos”.

O problema com os sites de ingressos é apenas um exemplo.Sites de venda, relacionamento e serviço na Internet brasileira que surpreendem positivamente infelizmente são exceção. Existem diversas causas para este triste cenário, entre elas podemos citar gestores sem experiência que contam com apoio de empresas mais preocupadas com o banco de dados do que com a experiência dos consumidores, além de orçamentos irreais e prazos fictícios.

Quem paga o pato desta situação são as próprias empresas que comprovadamente gastam de 3 a 10 vezes mais para atender um consumidor (já frustrado com outro canal) por telefone do que através da Internet. Acordem!!!!!

Postado 01:21 AM

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June 19th, 2006

Internet impacta diretamente 87% dos adolescentes americanos

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Estes dois dados divulgados pela PC Magazine Americana demonstram o poder da Internet nas crianças e adolescentes americanos. Adivinha o que irá acontecer quando estes jovens consumidores se tornarem adultos e aumentarem seu poder de compra?

Postado 12:01 AM

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June 5th, 2006

Mercado Livre movimenta R$1,3 bilhões por ano

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Notícia veiculada no Estadão de hoje mostra alguns dados sobre o Ebay brasileiro (o Ebay é também sócio do site), o site MercadoLivre.com.br, um fenômeno do comercio eletrônico nacional.

Segundo a matéria mais de 10mil pessoas vivem das vendas que são realizadas no site e o faturamento com comissões supera os R$70milhões. De acordo com o Media Metrix o MercadoLivre é o oitavo domínio mais acessado do Brasil com mais de 836 milhões de páginas visitadas.

Para mim a principal virtude do site é permitir que pequenos empresários entrem no jogo do comércio eletrônico competindo com gigantes como Americanas.com e Submarino.

Postado 02:07 PM

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June 1st, 2006

Conteúdo + e-commerce fatura US$39 milhões com luxo na Web

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O mercado de luxo representado por marcas como Gucci, Prada e Louis Vuitton sempre se mostrou receoso com a Internet. A presença on-line das grandes marcas sempre foi tímida, normalmente uma cópia do catálogo impresso na Internet e nada mais. Provavelmente a lógica dos gestores era que o perfil de seus consumidores (altíssima renda e meia-idade) não combinava com a Internet. Hoje fica claro que isto é uma bobagem, a Internet já é um meio de massa, principalmente nos mercados de maior poder aquisitivo.


Matéria do Valor Econômico cita uma empresa inglesa chamada Net-a-porter.que resolveu apostar neste mercado e tem obtido resultados expressivos como faturamento de US$39milhões em 2005 com crescimento de 80% sobre 2004 além da aquisição de 90 novos clientes de 101 países por dia.


A fundadora da empresa acredita que a base do sucesso está em criar uma experiência de consumo baseada em conteúdo, seu site é uma grande revista eletrônica aonde tudo está a venda. Para mim esta é uma tendência que deve se intensificar nas novas lojas virtuais.

Postado 08:53 AM

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